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200 mil pessoas dizem não à liquidação de freguesias


 

 

Mais de 200 mil pessoas manifestaram-se hoje em Lisboa, numa poderosa jornada contra a intenção do governo PSD/CDS-PP de liquidar freguesias, num ataque ao poder local democrático conquistado com a revolução de Abril, pondo em causa os direitos, necessidades e anseios das populações.
 

Contra a extinção de Freguesias

 

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Continuar...

 

O novo Lar de Idosos e a batota da Câmara PS

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Quem se deslocar ao local onde recentemente se iniciaram as obras do novo lar para idosos, iniciativa da exclusiva responsabilidade da Misericórdia, vai deparar-se com um cartaz de grandes dimensões, ali colocado abusivamente pela câmara, propositadamente para dar a ilusão de que a obra em causa é de sua autoria.

Nada mais falso! É muito sintomático que a actual câmara recorra a estes truques para criar artificialmente a ideia de que a sua acção não se limita, como por aí se diz, a festas e bailaricos e que, afinal, também se preocupa com obras necessárias à melhoria real das condições de vida da população. Tal significa, claramente, que, perante a evidencia de que, no final do mandato, não terá para apresentar á população obra que se veja, o melhor é começar, desde já, a atrelar-se às obras dos outros, seguindo os métodos dos chicos espertos, para tentar iludir o povo. Porem, tudo tem os seus limites. Uma coisa é a câmara informar em função da sua justa participação no empreendimento, que, como se verá, não é muita, outra coisa é a manipulação dos factos com artimanhas comunicacionais para abocanhar méritos que na realidade não lhe pertencem, minimizando o trabalho e a dedicação de terceiros, para quem as causas do bem comum são a razão de ser da sua vida como é, neste caso a Misericórdia de Aljustrel.

A construção de um novo lar era uma necessidade gritante que se impunha e, por isso, desde há muito tempo a Misericórdia vinha trabalhando, em conjunto com a câmara CDU, na sua concretização e as dificuldades com que se confrontou foram imensas.

Recorde-se que anterior governo do Partido Socialista recusou apoio ao projecto com o argumento de que em Aljustrel havia uma boa cobertura em matéria de estruturas e serviços de apoio social aos idosos, facto que, sublinhe-se, mereceu a compreensão publicamente expressa do actual presidente da câmara, atitude que em nada ajudou a concretização do objectivo.

O primeiro problema a resolver foi arranjar um terreno adequado para a localização do empreendimento, o qual tinha que ser um espaço desafogado, que permitisse uma construção de apenas um piso térreo, e com dimensão para salvaguardar a sua ampliação, em caso de necessidade.

Esse problema foi resolvido ainda com a câmara anterior (CDU), que sempre esteve envolvida na concretização do projecto e cedeu, a título gratuito, o terreno com aquelas condições, onde agora está a ser construído o novo lar.

Seguidamente foi necessário assegurar o financiamento do empreendimento o que, depois de muito custo, foi finalmente conseguido, no fundamental, através de uma candidatura aos apoios comunitários.

De notar que a actual câmara, do PS, nos primeiros contactos, por alegadas dificuldades de recursos, não demonstrou disponibilidade para apoiar o projecto, porém, quando o processo já estava numa fase em que era irreversível, decidiu-se, finalmente, a comparticipar com 250 mil euros, verba que corresponde apenas 6,8% do total do investimento e isso, note-se, é o único dado sério que consta do cartaz.

Mesmo assim é preciso sublinhar que se trata de um pequeno apoio equivalente a pouco mais do que o dobro do montante que a câmara PS pagou ao Toni Carreira e companhia pela sua participação na feira do campo.

Por isso, o referido cartaz constitui uma aberração, uma total falta de decoro de quem se procura aproveitar dos méritos alheios para sua autopromoção e para tentar disfarçar o fracasso do seu próprio mandato.

É uma enorme falta de respeito para com uma população que merece ser bem informada e não enganada com as presidenciais espertezas saloias.

Haja vergonha!

 

“Não à venda da Casa da Horta”

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...”Os eleitos do PS são frontalmente contra qualquer decisão que

passe pela venda da Casa da Horta. A Casa da Horta faz parte do

património de Aljustrel e existem certamente outras hipóteses de

utilização que seriam úteis à generalidade dos Aljustrelenses”...


Esta era a posição pública dos então eleitos do PS em 2 de Abril de 2009.

Em menos de um ano mudaram radicalmente de opinião, sem que, entretanto, os pressupostos inicialmente traçados pelo anterior executivo se viessem a alterar. Ou seja: presentemente, a Casa da Horta foi alienada, com o apoio unânime de todos os eleitos locais, chamados a pronunciar-se sobre esta matéria e o destino a dar a este espaço mantém-se: a construção de uma unidade hoteleira de grande valia.

Congratulamo-nos com a construção desta unidade, pois não mudámos de opinião sobre uma matéria que foi atempadamente definida como prioritária e estratégica para o desenvolvimento turístico do concelho a par de outra real possibilidade que, entretanto, está em vias de concretização: o Hotel da Vila. Este último a ser construído de acordo com o projecto elaborado pelo executivo CDU e pelo investidor que à altura a Câmara conseguiu.

Como diz o nosso povo, “A razão vem sempre ao de cima”. Este é apenas um exemplo de que o oportunismo político se mascara em função das datas eleitorais.

Ficou aqui demonstrado, o quão importante foi, em tempo útil e em condições muito favoráveis, o então executivo da CDU ter delineado esta estratégia para uma área, que, apesar de não ser da sua directa competência, contribuiu decisivamente para colmatar uma lacuna existente no nosso concelho: alojamento hoteleiro.

Façamos votos para que estas duas importantes obras se concretizem e para que os seus investidores tenham sucesso nas actividades que agora abraçaram.

 

(Des) Encontro das Comunidades Mineiras

Após as últimas eleições autárquicas, Aljustrel entrou num processo de regressão sociológica. Durante muitos anos as práticas e as políticas seguidas pelos órgãos municipais desenvolveram-se em sintonia com a história, com o sentir e com o carácter de uma população portadora de uma herança sociopolítica que a enobreceu e a tornou admirada pelos sectores mais progressistas da sociedade, com muitos exemplos dados de coragem, de verticalidade e de consciência política, que ficaram registados na história e são elementos integrantes e constituintes da sua identidade.

Agora, claramente, a esmagadora maioria da população não dá mostra de se rever, nem nos propósitos nem nos métodos seguidos, actualmente, pela autarquia. Não admira pois que as iniciativas camarárias subordinadas aos aspectos mais marcantes da identidade da população de Aljustrel estejam condenadas ao fracasso e não mobilizem a atenção das pessoas que, em regra, lhe dedicam a maior indiferença, isto porque elas soam a falsas e hipócritas, e são sempre tomadas como oportunidades para os seus organizadores se pavonearem.

Foi assim mais uma vez no Encontro das Comunidades Mineiras. Uma iniciativa antes promovida pela câmara em estreita ligação com o sindicato mineiro e sinceramente em sintonia com o sentir da população, que nunca foi concebida para exibicionismos pessoais e por isso era sempre um momento privilegiado de agradável convívio e de reencontro da população com a sua história. Por isso, na tertúlia, que sempre se realizou na sede do sindicato mineiro, a sala transbordava de gente que ali reavivava e reforçava a memória colectiva das suas vivências ligadas à mina e reforçava os laços e cumplicidades com as causas nobres que sempre abraçou, reafirmando assim a sua matriz cultural enquanto comunidade com identidade sociológica própria.

Agora, o que se passou com o Encontro deste ano? Aconteceu um autêntico embuste. A câmara resolveu desviar essa iniciativa para o parque de exposição e feiras, certamente a contar com o banho de multidão que a dimensão desse espaço lhe iria proporcionar, criando assim palco para mais um acto de propaganda. Porém, nem a farta mesa oferecida aos convivas fez despertar na população o menor interesse em comparecer e foi assim que, apenas um número irrisório de pessoas, cerca de quinze, compareceu ao evento e, mesmo assim, metade delas veio de fora.

A este descalabro há ainda a somar o que aconteceu com uma exposição de fotografia da autoria de dois fotógrafos locais, subordinada ao tema. Esta exposição, nem mereceu a colocação das necessárias legendas e terminou logo três dias depois da sua inauguração, o que diz bem da importância que a Câmara lhe atribuiu.

Mais uma vez, o que contou foi o momento do corte da fita que, como habitualmente, foi bem aproveitado para o já proverbial exibicionismo presidencial. Até parece que foi essa a principal razão de ser do evento.

São cada vez mais os exemplos de que Aljustrel, com a presente vereação, é uma terra adiada, descaracterizada. O processo que vinha a ser seguido com vista ao seu enriquecimento progressivo, enquanto centro urbano, está suspenso: As festas não faltam, a propaganda abunda, a cosmética é muita, a politica do faz de conta é regra. Eis a expressão da apregoada “mudança”.

É isto que o povo quer? É disto que o Concelho precisa?

 

Abaixo o JAZZMIN, Viva o ZÉ CABRA!

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Sabia-se que o actual elenco camarário não morria de amores por um evento que se vinha a realizar anualmente, promovido pela Câmara, o qual tinha como objectivo diversificar a oferta cultural em Aljustrel e, pedagogicamente, contribuir para o fomento de novos gostos em matéria de expressão musical, contribuindo assim para o enriquecimento cultural dos munícipes e proporcionando aos aljustrelenses oportunidade de desfrutarem de concertos, em geral, só disponíveis em centros urbanos de dimensão superior.

Pode-se afirmar que era um evento bem conseguido nos seus objectivos e na qualidade que atingiu e que estava afirmado como uma referência ao nível regional e mesmo nacional, já procurado por muitos amantes deste género musical, e despertava uma curiosidade crescente na generalidade dos apreciadores de música da nossa terra.

De salientar também o carácter profundamente pedagógico da iniciativa com a realização de acções de formação dirigidas especialmente aos jovens músicos que desejassem iniciar-se no jazz. E, para além do mais, refira-se que o seu custo era reduzidíssimo.

Pelo Jazzmin passaram, por mais de uma vez, os melhores artistas nacionais deste género musical e  também alguns estrangeiros. Nomes como Bernardo Sassete, Mario Laginha, Bernardo Moreira, Nelson Cascais, Mário Delgado, Carlos Martins, Marta Hogan, entre muitos outros, e todos eles manifestavam grande apreço e admiração pelo festival, pelo qual nutriam tambem muito carinho.

Pelas opiniões antes conhecidas dos elementos que compõem o actual elenco camarário sobre o Jazzmin, já se calculava que, uma vez chegados aos lugares de decisão a que chegaram, o festival tinha os dias contados porque, na realidade, as suas opções culturais eram claramente outras e não passavam por aí.

Aliás, isso ficou bem claro quando, na primeira Feira do Campo que decorreu sobre a sua responsabilidade, a grande atracção artística anunciada com enorme alarido, como a grande surpresa do evento foi, nem mais nem menos, o famoso Zé Cabra.

No ano passado faltou-lhes a coragem para acabarem, logo no primeiro ano, com o festival e congeminaram um arremedo que realizaram sob o mesmo título mas que esvaziou por completo o evento e, implicitamente, anunciou a sua extinção, o que se consumou este ano.

É caso para dizer, em Aljustrel a Câmara não gosta de jazz, é mais Zé Cabra.

 

Cine Oriental - uma oportunidade perdida.

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Os vereadores da CDU na Reunião de Câmara de 24 de Fevereiro de 2011 apresentaram a seguinte tomada de posição:

Estando em curso um processo que visa a remodelação do Cine Oriental, em Aljustrel, impõe-se algumas reflexões. Confrontados agora com o elevado montante que se pretende investir nessa operação, não queremos deixar de exprimir, desta forma, a maior preocupação com tal medida, uma vez que é nossa forte

convicção de que se pode estar a incorrer num erro de grandes proporções que, a concretizar-se, prejudicará fortemente o concelho.

Na verdade, não pode deixar de levantar as mais serias reservas pretender-se gastar cerca de 1,5 milhões de euros, como está previsto, na remodelação de um edifício preexistente, encravado numa zona habitacional densa, com limitações estruturais insuperáveis, cujas obras, por mais onerosas que sejam, nunca farão daquele edifício algo de muito diferente daquilo que é, sem lhe acrescentar qualquer mais-valia em termos de potencialidades no domínio das artes e espectáculos de que o concelho precisa, o que só um novo equipamento, construído de raiz, permitindo assim, a sua inclusão na Rede Nacional de Cine-Teatros. E maiores são as reservas quando se sabe que não foram esgotadas todas as possibilidades de construir um

edifício de raiz, em local mais apropriado praticamente com o mesmo custo.

 

Continuar...